quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
domingo, 28 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Automóveis?
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João Pavese
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Caixa de Bombons
Lúcia se achava uma mulher interessante. E, dentro do possível, realmente o era. Mergulhada nas suas convicções, gostava mesmo é de tirar sarro do desespero das amigas. Elas faziam de tudo pelos homens, disputavam às unhadas quem macho passasse na linha de tiro. Lúcia dizia a si mesmo: "Fracas, dependentes, tudo em nome da carência".
Verdade seja dita, Lúcia não se importava muito de ficar sozinha. Tinha lá os seus consolos pra segurar a barra. Guardava seus brinquedinhos de borracha, réplica perfeita do verdadeiro, numa caixa metálica de bombons franceses, toda decorada de carrosséis. Nunca desconfiariam que atrás de alguns livros da estante do quarto, toda manhã, antes mesmo do café, retirava cuidadosamente aquele Grandes Sertões: Veredas pra apanhar sua caixa. Com cuidado, levava até a cabeceira, fechava as cortinas e deixava só a luz do abajur sossegar. Eram 20 minutos de deleite em gemidos contidos. A gaveta do criado-mudo sempre cheia de pilhas duracell e uma lixa de unha que servia pra raspar no aparelho, os contatos sempre oxidados pelas baterias. Então voltava a cochilar mais 1 hora, leve como pluma, antes de finalmente levantar. E que café da manhã. Aquele seu ritual na cama fazia ela esquecer de tudo, de todos e abria seu apetite como se numa longa noite de amor. Gostava de mel, fritava dois ovos.
Bom, o tempo foi passando e Lúcia percebendo que as coisas não mudavam - pelo menos não enquanto ela não mudasse. Sua teoria era de que com o tempo toda sua auto-suficiência serviria de isca pros homens. Que eles sentiriam nela uma aura de integridade, e que ficariam perdidamente apaixonados por aquela sua personalidade forte. E Lúcia freqüentava bares descolados, livrarias tchapitchuras, mas nada de aparecer alguém com uma cantada que fizesse jus ao seu alento. Então voltava pra casa e mergulhava num banho seguido de boa leitura na cama. Lia vinte páginas e não vinha o sono. Então levantava atrás da sua caixa de bombons franceses. Muitas vezes, depois de guardar a caixa atrás dos livros, já saciada, esboçava um choro contido, batia uma aflição que lhe esquentava o corpo, se olhava no espelho, abria a janela, sentia o mundo correr sem ela e muitas vezes culpava a caixa de bombons por tudo aquilo. Noites de insônia.
Lúcia decidiu mudar. Como dizem por aí, fazer uma mudança radical. Pintou cabelo, fez luzes e resolveu se dar um banho de loja. Foi numa daquelas tendas indianas, feiras descoladas de sábado, e comprou uma calça estampada de elefantes. Tecido leve, dessas folgadas na perna, mas que no andar ao vento, deflagram a qualidade e formato do derrière. Apesar de ter os traços fortes, e de não se achar bonita, sabia dos seus potenciais, como toda mulher. As amigas já notavam a diferença e começaram a especular o porquê daquela sensível transformação. Lúcia, antes tão recatada, dos trajes opacos, sem mostrar o corpo, agora trazia um tom sobre tom casual, cores suaves, tudo de muito bom gosto.
Mas justamente por este seu temperamento forte que ela não dava o braço a torcer. Não iria, de forma alguma, flertar descaradamente. No máximo uma olhadela, uma espera pelo interesse, nunca digladiar olhares numa paquera. A calça indiana até que chamava a atenção, mas não era o suficiente pra levar ao bote. Sua calça indiana era roupa de primeira comunhão pros jovens de hoje.
As conversas com as amigas já tinham outro tom. Se antes Lúcia achava o maior besteirol ficar falando de homem, agora ela já estava antenada nas histórias. As solteiras contavam o desempenho dos casinhos; as casadas de como eles engordam. E toda vez que Lúcia voltava pra casa, tirava sua calça indiana, tomava sua ducha e afastava os dois livros atrás da sua caixinha de bombons. Era sua morfina. Ali ela tirava um pouco da culpa por não encontrar, que fosse, um cafajeste qualquer, e alimentava sua procura pelo cara ideal.
Mas o tempo salivava. Sete, oito meses e nada de encontrar o prometido. As amigas a sentiam meio abatida, sempre em casa lendo, sozinha, e acabou por uma delas, Sheila, perguntar a quanto tempo ela não fazia. Lúcia ficou vermelha, pensou mentir, mas acabou por contar que logo mais completaria um ano de estiagem. Pasmaram. Todas ali eram bem resolvidas, uma semana sem já era preocupante, e de repente Lúcia se revela. Sheila, a mais burrinha de todas, pra lá de insensível, falou que aquilo era o mesmo que ficar um ano com prisão de ventre. Ajudou. Kátia, mais esclarecida, disse que ela deveria sair mais, procurar as pessoas, que via um embrutecimento muito grande causado por traumas de paixões antigas e que não iria ajudar em nada ficar daquele jeito; ela tinha de se abrir, estar aberta para novas oportunidades. Lúcia, pra se proteger, manteve o discurso de que trabalhava muito, que não tinha tempo pra namorar, que ela queria crescer profissionalmente e que um relacionamento, agora, iria prejudicar a atenção dada ao lavoro.
Mas no tempo de falar alguma coisa no ouvido, Raul avançou e tentou um beijo no pescoço, um lance meio precipitado. Lúcia, em meio ao seu longo período de ferrugem, assustou, e pediu que ele se afastasse. Ela então saiu da pista, talvez um pouco raivosa, e Raul veio, às mil desculpas, tentando a pegar pelas mãos - neste momento havia quase meia festa acompanhando o caso.
Já no canto do salão, Raul se declarou. Que ela era linda, que ele não sabia explicar de onde vinha aquela sensação, mas que era real, era amor e papapapapapá, popopopopopó, toda uma ladainha, famigerado xaveco. Lúcia, ainda que pra completar um ano sem, desdenhou. Disse que ele não fazia seu tipo, que ele tinha cara de cafa, que sabia do seu passado negro quando agarrou duas primas ao mesmo tempo numa festa no Jardim Botânico e que não estava a fim de homem galinha. Raul não esperava que ela soubesse de tanto e ficou sem palavras. Foi o ponto final. Gaguejou, fraquejou e consentiu no silêncio toda a verdade da história. Ela pegou sua bolsa, algumas flores e se foi com o último bonde pra casa.
Raul, desesperado, interrompeu a dança de Sheila com o noivo para pedir o telefone de Lúcia. Anotou num guardanapo.
Manhã seguinte, na ressaca, Lúcia se desesperou. Percebeu que tinha desperdiçado uma chance. Fechava os olhos e via Raul, o roçar daquele cavanhaque. Sentiu novamente aquela sensação ruim de carência, de querer abraçar alguém e num acesso de fúria, ao fim de mais uma sessão com a caixa de bombons, arremessou-a, sem pensar, pela janela. A caixa, ainda no ar, se abriu e foi tampa pra lá, brinquedo pra cá, até que se estatelaram no paralelepípedo da rua. O brinquedo de borracha ainda quicou duas vezes. Fez-se aquela roda de gente. Lúcia, ainda ofegante, fechou a janela e agachou quietinha, para que ninguém a visse, nem de onde tinha voado todo aquele aparato. Neste instante tocou o telefone. Lúcia disse a si mesmo que não atenderia, continuou agachada. O telefone insistiu, insistiu, até que alguém atendeu da sala. Logo ela escutou sua mãe na porta do quarto, era um moço na linha. Ainda agachada, engatinhando para fugir da janela, puxou do gancho. Era Raul. Lúcia o tratou com toda a delicadeza desse mundo.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Boa estória bem contada
por Robert Mckee - Story - editora arte & letra
Uma estória bem contada significa algo válido a dizer que o mundo queira ouvir. O que dizer você terá que descobrir sozinho. Ela começa com talento. Você precisa nascer com o poder criativo para juntar idéias de uma maneira que ninguém nunca sonhou. Depois, você precisa trazer ao trabalho uma visão dirigida por um novo panorama sobre a natureza humana e a sociedade, acasalada com um profundo conhecimento de seus personagens e seu mundo.
Você deve escrever e suportar a solidão. Sua meta deve ser uma boa estória bem contada.
Assim como um compositor deve atingir excelência nos princípios da composição musical, você também precisa dominar os princípios correspondentes da composição da estória. Essa arte não é mecânica nem macete. É um concerto de técnicas pelas quais criamos uma intriga de interesses entre nós e o público. A arte é a soma final de todos os meios pelos quais deixamos o público profundamente envolvidos, mantemos este envolvimento e, finalmente, recompensamo-nos com uma experiência comovente e significativa.
Sem a perícia na arte, o melhor que um escritor pode fazer é apanhar a primeira idéia que vem em sua cabeça, e daí sentar desamparado em frente ao próprio trabalho, sem poder responder `as terríveis questões: "está bom? Ou está um lixo? E se está um lixo, o que eu faço?" O lado consciente da mente, fixada nessas terríveis questões, bloqueia o subconsciente. Mas quando o consciente é posto para trabalhar na tarefa objetiva de executar a arte, o espontâneo emerge. A perícia na arte libera o subconsciente.
Qual é o ritmo do dia de um escritor? Primeiro, você entra no seu mundo imaginário. Enquanto as personagens falam e atuam, você escreve. Qual é a próxima coisa a fazer? Você sai de sua fantasia e lê o que escreveu. E o que você faz quando lê? Analisa. "Isto é bom? Isso funciona? Por que não? Devo cortar? Adiciona? Reordenar?" Você escreve, você lê; cria, critica; impulso, lógica; cérebro direito, esquerdo; re-imagina, reescreve. E a qualidade de sua escrita, a possibilidade de perfeição, depende de seu comando da arte que lhe guia para corrigir a imperfeição. Um artista nunca deve estar `a mercê dos caprichos do impulso; ele voluntarialmente exercita sua arte para criar harmonias de instinto e idéia.
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O escritor deve ganhar a vida escrevendo
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Queria eu poder
Um rato no labirinto de acrílico. Saídas A, B, C e D.
Ele sai na D. Errou. Choque do Cientista. Luz da lanterna dilata as pupilas.
De volta ao lar. Uma pequena caixa com ração e um chumaço de palha.
Peso de 2 kg em cada mão, ele se vê no espelho do quarto e um, dois, três, - com raiva - na tentativa equivocada de privar o tempo que se acelera cada vez mais com a angústia e engraxa olheiras, salpica caspas - é natal - nos ombros curvados. Não adianta rir de manhã, nem ir comprar pão como se nada tivesse acontecido. As pessoas percebem. Muitas delas passaram por isso.
Por um tempo a realidade fora arquivada num ritual prazeiroso.
As doses cada vez maiores – cavalares - do torpor gozo, chorando o leite derramado nos lençóis da tia, no travesseiro da prima, no tapete de borracha do carro.
Um serial de picadas de najas e cascavéis, víboras em geral, paralisia, a sensação do veneno nas entranhas trava as articulações, espasmos nas falanges. Olhos virados, boca seca, abdomén contraído. Sentir. Nada melhor do que se blindar consumindo prazer incessantemente, sem dar brechas para a dor.
O prazer encontra a ladeira e desce skate slide pegando um landau no cruzamento. O céu azul naquela posição, ralado no asfalto, perde propriedades. Hora de pensar. Menino pode se divertir, você não meu velho. Não existe mais lugar para o tal menino que você é e deseja permanecer sendo. Game is Over. Its over, baby. Um tapinha no ombro não melhora as coisas, te faz coitado isto sim. E passa uma BMW. Como ele conseguiu?
Queria ter tido a exata noção do meu caminho aos 20 anos, não com 30 no desespero.
Teria sido muito mais fácil. Um pendrive na medula pisca como todas estas informações, só que dez anos atrás. E tem quem tenha, aos quinze. 32 GB.
Amadurecer jovem, com tempo para maturar escolhas, sem sofrer tanto para chegar onde elas estão. O caminho no cangaço. Cavalo sem cela, mandacaru por todo lado. O podre começa a feder.
Não ter que errar tanto. A ponto quase de desistir.
Agora é tarde. Pela primeira vez me bate a idéia da idade, envelhecer. Aos meus olhos mudar me parece uma manobra gigantesca.
Talvez não exista saída, por mais que se tente.
A única chance não é tentar, e sim conseguir.
Fracassar é morrer. E se não vem a coragem de se matar
Vegetar com a vergonha do fracasso é morrer lentamente.
A água bateu na bunda.
A bunda na água.
A cabeça no teto.
Nem um copo d’água.
Nem um cafuné.
Melhor que seja agora.
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
Menino do Rio
Leandro cresceu, virou um garotão bonito que gosta de academia, do açaí no fim do dia, da corrente prata no pulso direito, da sua tatuagem de albatroz no dorso. Tudo como manda o figurino.
Mas o mundo dá voltas e surpreende a todo instante, sem distinção de raça, classe, cor, credo. Quebra regras, dilascera paradigmas, fode esquemas. No exato instante em que Leandro termina o terceiro colegial, que se prepara folgado pra curtir um ano de praia antes de optar por uma carreira, seu pai, Luís, investidor da bolsa de valores e dono de uma revenda de automóveis, aparece em casa com péssimas notícias. As ações com a crise viraram pó e as vendas de carro zero não cobrem os custos com pessoal e peças. O pai quebrou e com medo de abalar a o ego da família sustentou a mentira até o limite, queimando as reservas para manter o patamar de vida. Foi a centelha da bala na agulha. A realidade conseguiu sua brecha e inoculou a redoma de desgraça. Leandro muito rapidamente percebe que toda aquela segurança se espatifou como um vaso de porcelana no espelho de casa, tudo rachou, inclusive sua imagem de mundo, das pessoas.
Os planos de passar um ano com os pés para o ar são definitivamente suspensos. Leandro entra no desespero de procurar um emprego que lhe garanta um pacote mínimo de conforto compatível com seu antigo status quo. Resolve prestar concurso público, na busca por um emprego seguro. Sabe da dificuldade da prova e resolve estudar como nunca. Ele tem a seu favor o medo do abismo. A possibilidade de fracassar e viver uma vida contada, sem todo o anteparo que sorvia na adolescência, é a força motor que o impulsiona a sentar doze horas por dia decorando leis e cláusulas. Não adianta alguém chamar para uma praia ou aquele chope no boteco. Leandro só levanta ao final do dia para ir `a academia, onde malha, puxa o supino em séries de 15 com força, numa tentativa de anular a dor das perdas com peitos e braços marombados.
Em meio `as tentativas da família de colar os cacos, Leandro faz a prova e passa. Vira auditor fiscal do Ministério do Trabalho. O grande orgulho da família. Apesar do bom salário ele, que nunca teve que ajudar ninguém, pelo contrário, só recebeu, passa a colaborar com as despesas da casa, quantia que morde bonito seu olerite. Mas o pacote é maior. A manobra do titanic fica cada vez mais difícil. A namorada que antes só exigia o sorvete, o sushi, agora cobra um noivado, a possibilidade de casar, encarar um aluguel, filhos. Leandro não aguenta a pressão da noiva, que beira os trinta anos e está louca por um filho. A verdade é que ele não sabe muito bem se é a mulher certa, principalmente porque ela foi a primeira, o grande amor, e agora com uma autonomia de grana, sua vontade é curtir, conhecer outras mulheres, antes de decidir se ela realmente é a tal.
O trabalho no Ministério é tranquilo. Leandro não bate ponto, trabalha por pontuação, pelo número de empresas visitadas e autuadas num mês. Logo vem a rotina, o marasmo, a falta de motivação. Época de questinamentos, se ele não deveria ter aceito a oferta do amigo para ser corretor de imóveis de luxo no Leblon e São Conrado, ganhando mais, fazendo o que gosta. Agora é tarde.
Surge a possibilidade de entrar numa viagem do grupo móvel do Ministério do Trabalho. Consiste numa equipe de auditores, que junto com um procurador do ministério público sob a escolta da Polícia federal, dá flagrante em fazendas com trabalho escravo. Para Leandro aquilo soa aventura, mais do que qualquer outra coisa. Um misto de Armação Ilimitada com Robin Hood, a chance de sair daquele marasmo das visitas nas empresas da baixada fluminense. Ele aceita e se candidata a voluntário.
A primeira viagem é para Mato Grosso, onde as usinas de cana, em época de queima, recrutam hordas de famintos pelo nordeste e norte do país prometendo trabalho. Os trabalhadores chegam ao campo através do gato, homem que um dia já foi cortador de cana e subiu na vida. Ele faz o transporte dos homens, contrata e supervisiona o trabalho, sem que o fazendeiro arque com as responsabilidades pelas condições dos cortadores. Chega uma denúncia anônima ao Ministério de que em algumas usinas, o trabalho é degradante, e as condições de segurança, precárias. Leandro é chamado. Lá se vai o garoto de praia mergulhar no abismo social, cego como um cachorro com glaucoma.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
Abertas as inscrições para “É Tudo Verdade”
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Modo de andar revela histórico de orgasmos da mulher, diz estudo
da Folha Online e Bangalô News
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Homens detectam traição melhor do que mulheres, diz estudo
da Bangalô News
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
A Saga da Pétala de Ouro (primeira parte)
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Cinema 26/10 - Bilhete na garrafa
ACONTECE:
Brasil assina novo acordo cinematográfico com Itália
Selton Mello ganha prêmio de melhor ator
Co-produções são sinais de prestígio do cinema brasileiro, diz "LA Times"
Gianecchini e Paola Oliveira estrelam filme rodado em motel
Minissérie “Maysa” pode ganhar versão para o cinema
Ator que estreou em “Última Parada 174” será Lula nos cinemas
NO AR:
"Última Parada 174" estréia em meio à comoção do caso Eloá
Comédia romântica lidera arrecadação de bilheterias no Brasil
CONVERGÊNCIA DIGITAL:
Filme com Andréa Beltrão é destaque na Mostra de SP
"Ensaio sobre a Cegueira" é premiado na Espanha
Dia Internacional da Animação terá exibições simultâneas em 150 cidades
Em cartaz na Mostra de SP, “Mataram a irmã Dorothy” é convite à indignação
Filme sobre a Amazônia é destaque na Mostra de SP
Festival no Amazonas recebe Claude Lelouch
32ª Mostra de SP: Festival exibe filme filipino de oito horas
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sábado, 25 de outubro de 2008
Onde estará o cavalo certo?
Pensou a terapeuta ao fim da sessão: A angústia passeia e não deixa os pensamentos dela em paz. Por mais que se atenha a uma conversa, um livro, nada fura o bloqueio de um fluxo de consciência permanente que cava, cava, cava cada vez mais fundo. A dor é proporcional a profundidade, o dente que dói o canal. Fato é que existe um embate. O momento em que toda a vontade de fazer alguma coisa passa. E tudo parece distante de uma solução. Ela não quer chão, onde se apoiar. Prefere ver onde a dor pode levar. Quanto mais profundo cava, a dor aumenta, está aí a chance da trajetória mudar, retorcer-se. O que a fez buscar a rota mais difícil na vida? Claro, ela buscou a mais fácil, sem grandes desafios, e acabou encontrando as maiores dificuldades pela frente.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Edital Rio de janeiro
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
O Amor na Cama de Outro
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Texto de Cesar Benjamin sobre o colapso financeiro.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
A Hora que Acaba
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Segunda na Neura
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Cana pela Culatra
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Ressaca no Trailer
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Pedágio das seis
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Scan Disk
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quarta-feira, 23 de julho de 2008
O sol na vela da jangada
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
Volta ao Divã
Pensando esta noite: Ontem, depois de quase dois anos longe do divã, voltei a deitar olhando pro teto. Ela perguntou: E ai? Conte-me. E enquanto pensava o que e como, fiquei me perguntando qual a importância de uma psicanalista na sua vida, sua vida, sua e não dela. Será que posso encontrar uma solução pros meus problemas? Será que ela não passa de uma cartomante de luxo equipada com formação acadêmica mestrado-doutorado, duas línguas fluentes, bagagem cultural das viagens piegas pela Europa, pratos degustados, casamentos colapsados pelo desgaste inexorável do tempo em convívio, e acaba assim, como qualquer mortal que com o passar do tempo acaba mesmo entendendo seus semelhantes? Porque não sou exatamente o tipo do cara que guarda muito segredo. Costumo fazer uma faxina sempre que dá, gosto de conversar com mãe, pai, amigos sobre minhas questões internas, até como forma de dreno. Então, penso, será mesmo que preciso gastar esta grana pra ficar deitado contando as coisas que poderia contar num bar, em casa, na praia, detalhe, de graça? Devo realmente levar em consideração as coisas que minha analista diz simplesmente por ela ser quem é? Não estou sujeito a uma análise susceptível ao que ela acredita e construiu pra si? Que a transferência paciente - profissional esteja maculada pelas suas idiossincrasias, seus traumas, carência? Bom, só me resta tentar, vou continuar indo nas sessões de teto e olhar perdido nas lembranças, afinal, falar deixa a gente mais leve.
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