Na última semana estive em Los Angeles e acabei parando nesta festinha. Ao final, fui expulso por cantar
a namorada do Bruce Willis.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Tarantino's Party
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João Pavese
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07:50
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Alaska, 1994

Numa das poucas áreas em que o homem ainda não chegou e devastou, o Alaska, uma ursa de 400 kg dá a luz. Veterinárias lésbicas do Arkansas não sabem da sua existência. Muito menos as equipes do Discovery Channel que iriam apelidá-la de Ashlaya. Ou Al Gore, com sua casaca winner Aquecimento Global.
A Ursa vive livre, pelo menos por enquanto, assim como nossos antepassados.
No alto da colina, teve outros três filhos por quem dedicou imenso amor. Ensinou-os a caçar e pescar, mas teve um deles morto por um caçador americano, imbecil com sua garrafa de Jack Daniels e algumas décadas de TV e mídia na cabeça, foi lá, mirou seu rifle no pequeno urso que pescava salmão com a mãe na primavera de 1982 e PÁH, um tiro no peito. PÁH, outro na cabeça.
A grande ursa ficou traumatizada com o filho estendido entre as pedras, o sangue pelas aguas límpidas da montanha manchando as poucas placas de neve com vermelho.
Pois bem, agora um novo filho, a confirmação para a grande ursa de que a vida continua.
A mãe não permite que o pequeno urso se aproxime das corredeiras com medo de um novo caçador. Ela caça cinco, seis salmões e leva pro filho escondindo entre as coníferas.
Forte, corre entre as árvores e sempre que tem fome, arranha as costas da mãe pra que ela vá atrás de mel e salmão. Pequeno urso, diferente de seus irmãos, não aprendeu a caçar. A mãe o protege.
Mas o tempo passa e pequeno urso cresce. A mãe percebe, o cheiro mudou. Pelo porte, é tempo dele se cuidar sozinho. Ela permite que ele vá até a beira do rio, que suba nas árvores atrás de mel, mas ele não reage, não sabe fazer, não foi ensinado. Aguarda a comida, sentado.
A mãe leva uma, leva duas, três vezes a comida. Ele come, assim como quando era pequeno. A mãe coloca um salmão vivo numa pequena lagoa. Urso não reage, senta.
A grande ursa então, apanha duas colméias e mais alguns peixes para o filho. Espera que ele se concentre na comida e
Muito devagar, na ponta das patas, abandona o filho `a própria sorte, não pode fazer nada por ele, ainda que o erro seja seu.
Urso se vê sozinho, procura a mãe, não sabe caçar.
A mãe o deixou, vai ter que aprender…e rápido.
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João Pavese
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15:23
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terça-feira, 16 de outubro de 2007

Sentado no café Mambo, en la Avenida Yaxchilán, Cancún, Carlos não sabia mais como esconder seu segredo. De férias com a mulher e os dois filhos na península mexicana, tudo corria dentro dos conformes. Férias de um mês pela empresa, os dois filhos numa boa escola, a mulher mais apaixonada do que nunca. Mas os conflitos de Carlos vinham de onde ninguém poderia ajudá-lo senão ele mesmo, eram questões delicadas e internas.
Sentado ali naquela mesa de óculos escuros, camisa florida, um mar turquesa, Carlos não conseguia mais ouvir o que sua mulher dizia à mesa. Seu olhar estava desfocado nela e focado na mesa mais à frente. Dois Cubanos, isso mesmo, dois, não duas. Carlos pela primeira vez olhou pra sua esposa e se perguntou: O que eu fiz da minha vida? O que que eu fiz, estes dois meninos, essa mulher...O que que eu fiz...Caralho, eu sou viado.
Isso mesmo, carlos...Gay.
Durante a infância ele já tinha se interessado pelos primos na hora do banho, os pipis balançando, mas foi o caseiro da casa de praia, que subia nos coqueiros e descia ralando a bunda, a sunga entrando na bunda, que realmente o levou a crer que seu apreço pela coisa era maior. Pegar naquilo daria calores em Carlos. Ainda assim ele foi capaz de se segurar durante toda a adolescência. Transava com as amigas do colégio e da faculdade sem nenhum problema, inclusive comeu várias, mas verdade seja dita Carlos não suportava o cheiro de buceta. Aquela mistura de peixe com vinagrete o deixa enjoado. Fazia porque seu pai, a família em geral, não aceitariam um Braga viado, não assim, escancarado, na boca do povo. Carlos teve que engolir, namorar, casar e ter filhos, tudo dentro da tradição, sem que ninguém desconfiasse...E hoje aqui, Cancún, México, dois filhos, a mulher querendo uma segunda lua de mel, comprou mil lingeries, e Carlos...Viado.
Os dois cubanos também eram gays. Ou miché. O certo é que viado saca quando outro olha e eles sacaram a de Carlos. Mesmo por trás das lentes do ray-Ban, Carlos se deixou notar pelos dos cubanitos, e cada vez que pedia uma e mais uma marguerita, seus óculos baixavam um pouco, na medida para a troca de olhares...caralho...Carlos Viado.
Pois bem. Aquela noite as crianças foram dormir cedo. Estavam cansados do dia na praia, do sol, e assim que finalizaram o jantar, kani, salada e tacos, a mãe tratou de colocá-los na cama. É dizer que a afobação dela em ver os filhos dormindo tinha um motivo maior do que proporcionar um merecido descanso para a prole. O que a mãe queria, indiscutivelmente, era dar gostoso a noite toda pro marido. Toda. Ela no maior tesão, louca por ele apesar dos sete anos juntos. Ele também, louco de tesão, subindo pelas peredes, pelos cubanos.
Mariana entrou no quarto e viu o marido fumando uma cigarrilha na varanda. Que delícia, apesar da idade, Carlos com aquela camisa branca de linho, peito peludo, pele queimada, homem cheiroso, empapava sua calcinha só de olhar, fraquejava suas pernas, ela babava por aquele cara. Carlos a viu entrar.
Mariana disse que as crianças dormiram como anjos, que eles teriam a noite toda, ela faria uma surpresa. Carlos, sensível que só, procurou da melhor forma demonstrar seu entusiasmo pela mulher, beijou-a, passeio de mão pelos peitos, mas ao fechar os olhos...cubanitos, aqueles cubanos não saiam da cabeça dele.
Mariana saiu do banheiro uma Angelina Jolie. Lábios realçados, calcinha de renda preta que deixava o filete de pêlos aparecerem, o cabelo em coque,um rebolado programado. Carlos pensou: puta que os pariu, fodeu, a Má tá em brasa, como eu vou fazer???
Com a janela do quarto aberta com vista pra península, Carlos podia escutar o som das danceterias e cassinos de Cancún. Enquanto a mulher lambia seu peito ao som de Sade, ele fechava os olhos e imaginava seus cubanitos dançando. Quando Mariana disse que queria chupá-lo, foi a vez dele reagir. Afastou e ficou de pé:
- Má, precisamos conversar...
- Que foi, que aconteceu?
- Eu não to legal...
- Como assim? Que foi, fala logo, alguma coisa de trabalho?
- Não, não, não, tá tudo bem com o trabalho, é coisa minha mesmo.
- Mas, mas..não entendo, tá tudo super ótimo...você não gostou da minha surpresa, da minha roupa?
- Não é isso Má, não tem nada a ver com você, é coisa minha...
- Então fala, deita aqui, eu te faço carinho...
- Má, eu não sei se eu te devo contar, mas não aguento mais guardar esta história...
- Conta, meu amor, tudo que eu puder fazer por vc eu vou fazer, você sabe...
- Má, lembra hoje no restaurante que você perguntou porque eu estava tão calado, olhando pro nada?
- Lembro, achei estranho, até as crianças notaram...
- Lembra que você olhou pra trás achando que eu estava olhando pra alguma outra mulher, mas só viu uns caras e ficou tranquila?
- Lembro...Tinham duas bibas rindo, não achei nada demais...
- Bibas...Má...bibas...Má...
- Desembucha Carlos, deixa de ser paranóico...
-Má, eu gosto de homem..
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH
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João Pavese
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12:19
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domingo, 14 de outubro de 2007
Apocalipto - Mel Gibson

Assiti agora no almoço, bebericando una birra e soltando uns arrotos buffalo de canto de boca, o filme de Mel Gibson sobre o declínio dos Maias e a chegada dos Espanhóis. "Apocalipto". Gostei do filme, apesar de Gibson deixar escapar sua visão estereotipada típica dos gringos que mistura tudo que é etnia com seus índios Cherokee, Cowboy Alabama and Texas. Vejo que ele busca o épico fugindo das amarrar hollywoodianas, mas dificilmente, exceto uma pequena porção de intelectuais da Califórnia e uns gatos pingados do Brooklin, absorverão pequenos detalhes que fazem uma crítica à dominação de um povo pelo outro - inclusive eles, os americanos.
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João Pavese
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