Com nove anos já odiava as aulas de Inglês do Vera Cruz. Era um the book is on the table deveras maçante, onde os professores queriam saber quem realmente tinha absorvido aquelas frases prontas da forma mais cruel possível: prova oral. Na frente de todos os outros alunos. Claro que os que funcionavam naquela batida não erravam uma, mas pra filho de hippie chic com comuna, a dificuldade de gravar - Hi, what is your name? My name is Sarah. Hi Sarah! Do you know where is my classroom? I do'nt know, lets ask Dora. Puta que la madre, me tirava do sério ter que repetir aquilo tudo. Coisa de papagaio. Tanto é que já com aquela idade ficava olhando pela janela da classe pensando na melhor forma de fugir. (gostava de churros e de ler a revista Super Interessante na frente da escola)
Pois bem, aos trancos e barrancos aprendi um pouco de Inglês na vida escolar. Claro que erramos um tempo verbal, a pronúncia, mas dá pra vender cachorro quente em NYC e entender more cheddar please fácil.
Nos últimos tempos, agora já peludo, fiquei com vontade de ler em inglês. Ler alguns autores no original. Arrumei uma professora particular, por sinal muito bonita, que me disse pra procurar livros que me dessem prazer, que tornassem a aula mais agradável, e aí sim a absorção do conteúdo se daria com extrema facilidade. Que mulher!
Fui na nova Livraria Cultura da Av. Paulista, na parte de literatura estrangeira, e passei os olhos nos pocket books, clássicos, mas me interessei mesmo foi por poesia erótica. Abri numa das páginas:
ED SMITH (1957-2005)
POEM
I REACHED UP AND STARTED STROKING HIS SHAFT WITH MY HANDS
WET WITH MY SALIVA AND PUSSY JUICES GENTLE AT FIRST THEN WITH INCREASING VIGOR
FINALLY HE CAME LIKE AN EPILEPTIC FIREHOUSE PULSATING UP THROUGH MY ENTIRE BEING
HIS CUM LITERALLY SOAKED THE FLOOR BUT EVERY DROP MISSED ME
IT WAS THE BEST SAFE SEX I EVER HAD
(C.1986-1987)
