quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Se o trem passar vai demorar a vir de novo














Um ano sem trepar, um ano...- Pensou Watson, tomando uma cerveja no bar.

E pra ele era certo: As mulheres sentem quando o cara perdeu a mão.

Watson tentou todos os subterfúgios possíveis pra não pensar em umidade quente.
Se concentrou na leitura, escreveu poemas, tomou sol, chá, passeou com o cachorro.

Não adiantou.

Sozinho na cama, luz do abajur, ventilador ligado no mínimo, ele não via como se aproximar de alguém, só sabia
que precisava, urgentemente.

Os dias se passaram e Watson, cada vez mais prostrado, tinha quase desistido da idéia.
Passou a acreditar que algumas pessoas estão fadadas a viver na solidão, que não estão aptas a ter um parceiro.
Alguns escritores, solteironas, aqueles preenchidos de cachorros, gatos, plantas, na tentativa de esquecer
como é bom gostar, amar, ter alguém pra puxar na cama e abraçar.

Mas a idéia de morrer sozinho martelava Watson. Como se todos os dias pregos
colocados, quadros de mulheres na sua cabeça. Um grande salão de hipotéticas namoradas num grande salão.
Vespas, areia movediça, escuro, lápides, lama, muros, sonhos que não o deixavam em paz.

Watson decidiu caçar.

Um amigo seu ligou: - Bicho, sai desta cama, pára de bater punheta, levanta essa bunda, tem uma festinha hoje,
vai ter um mulheril louco, tudo na faixa, vamo nessa?

- Não sei, tô aqui lendo, já deitado...
- Que mané deitado o que, levanta já, em meia hora passo aí e te pego.

Watson desligou. Olhou as pás do ventilador, os livros da estante, a proteção de tela do computador.
Levantou pro banheiro, se olhou no espelho. Leve olheira, poucas veias saltadas no pescoço, braços finos, cara de quem não trepa. Pensou: quer saber, foda-se, vou nessa porra.

Seu amigo foi pontual, meia hora e uma buzina.

No meio da pista de dança, Watson se sentiu como na beira de um trilho de trem, os vagões passando em alta velocidade
e ele parado, sem saber como subir, o salto era grande e perigoso. Aquela música, todos dançando, mulheres lindas dos olhos pintados, e Watson de canto, perplexo.

Seu amigo conversava com duas, Watson se serviu de mais um whisky e foi, era a hora de pular no vagão.

A morena conversava em pé, perto de um sofá. Ao lado tinha uma tina cheia de cerveja e smirnoff ice. Watson mergulhou a mão no gelo e pegou uma do fundo. Espocou a lata. A loira, de saia, sentada no sofá estava pra lá de marrakesh, ria, ria, vulnerável total, pegou comeu em 5 min. O amigo de Watson até que tentou empurrá-lo pra loira - ela tá na mão, cara! -, mas Watson não enxergava um bote tão fácil, tão cedo. Mas aí veio o grande lance. A morena olhou bem pra Watson, aquele olhar de peixe sem oxigênio, e reconheceu ele da escola, da oitava série:

- Peraí...vc não estudou no Hugo Sarnento? 91, 92?
- estudei sim...
- Meeeeeu, vc não é aquele cara engraçado que parecia tímido, mas na viagem pra Minas cantou e dançou no ônibus?
-hahaha, é mesmo, tinha esquecido dessa...
- Nossa, como você mudou, cresceu...Que mundo pequeno...
- Pois é, acho que tô lembrando de você também...
- Você não foi eleita a miss piscina no acampamento?
- HAhahaha Watson...Tenho até as fotos...

Bom, resumindo, a morena e a loira eram amigas de infância, rolou até beijinho no banho quando as duas tinham 13 anos,
adoravam Guns and Roses. E se a morena conhecia Watson da escola, isto significou, no subconsciente da loira, chamada Tissy, que Watson fazia parte da turma, era querido e tudo mais. E Tissy tinha acabado um namoro de 3 anos há três dias, miseros três dias, e estava na festa na fossa, tomando todas, tentando esquecer o cara, apesar de que, foi ela que acabou, por que o cara era um mala, um puta de um ciumento, não comia ela direito, e por aí vai.

Os olhos de Tissy brilharam por Watson.

O Dj coloca Jorge Ben no som, Os Alquimistas estão chegando... Tissy levanta - Adoooooooooooooro Jorge Ben, ele é tudo!!!!, Watson, vem dançar comigo, vem vem...

Tissy arrasta Watson pelo braço pro meio da pista. As três cervejas + duas vodkas na cabeça já tinham transformado o cara. De prostrado punheteiro, com a sede de fêmea que ele estava, presidiário, segurar numa cintura fina e dançar juntinho já configuravam uma bela foda pra Watson, podia parar por ali. Mas Tissy, gostando dos passos de Watson, veio conversar no pé do ouvido e disse:

- To adorando dançar com vc, adoro Jorge Ben, acabei com meu namorado faz três dias...
- Vc vai se recuperar, vai encontrar um cara legal rapidinho...

Watson falou as palavras mágicas. Tssy, bebinha, abraçou e segurou o cara pelo cabelo, deu um malho memorável, todos olhando. Inacreditável pra ele. Aquela boca gostosa, cheirosa, um cabelão loiro, respiração rápida alternada nariz e boca - quando o beijo aliviava - e Watson desfilou como pode por ali com a loira, a pista toda.

De vez enquando olhava pro seu amigo, que ainda conversava com a morena e nada acontecia, nada.

Mais uns beijos, e seu amigo nada.

Até que o Dj mandou mal e a pista esvaziou.

Voltaram pro sofá no maior agarra agarra. A morena e o amigo com cara de cu, tirando sarro dos dois " olha lá heim, isso aí vai dar namoro" mas os dois não escutavam, Watson com um banquete daqueles, que há muito não lhe serviam. Cordeiro, vinho branco, uvas, manjas branco, compota, geléia, molho de carne, Uaaaaaahhh que loira.

A coisa começou a engrossar e Watson queria avançar. Se ela deu a mão, ele queria o braço, a coxa, os peitos, e, pq não? O carpaccio.

Ele se despediu do amigo, a loira estava de carro.

Na casa de Watson, ele entrou no banheiro. No espelho pensou: Puta que os pariu, agora não tem volta, tô com uma mulher na minha cama, acabou a seca, um ano, um ano sem trepar, acabou, que mulher louca, vou ter que mandar, não tem volta.

Ele entra no quarto e a loira, perto de um abajur, está deitada, pelada, pêlos loiros. Pra Watson, no celibato, olhar aquelas formas, luz, cama, não poderia ser melhor. Todas as sinapses e conecções merecidas foram interligadas.

Pulou na cama, a maré tava pra peixe.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

De Mae pra Filha






















A filha até que era interessante; mas a mãe, AHHHHH, muito mais. Ainda que na piscina filha tivesse um corpo
todo em cima, a mãe, a mãe...Caralho. Peito, bunda, barriga, depilation...hummm...tudo em cima. Detalhe: solteira,
solteiríssima. Seu ex-marido, puta grana, mantinha as duas.

No acampamento Jéssica fazia um puta sucesso na piscina e cama elástica, calça de moletom dobrada, entrando
na bunda. Na roda de violão, Eduardo e Mônica, ela sempre acabava no colo de algum bonitinho e rolava beijo.
Aí era só caminhar um pouco pra longe, no meio dos pinheiros, perto do refeitório, pro bonitinho passar as mãos nos peitinhos dela, circular os dedos por cima da calça, ainda sem saber onde fica direito o clitóris - demora até se pegar o jeito.

Pois bem, se no acampamento Jéssica reinava, sua mãe, Maitê, era quem fazia e fez no clube. As duas juntas no carnaval de 1992, clube Pinheiros, Jéssica chegou com as amigas, matadora. Camisa regata sem sutiã, calça jeans, sandália com detalhes misanga. Mas sua mãe veio de minisaia e um top em pano, laço no cabelo, que deixou muito menino de quinze anos de queixo caído. Maitê dançando "se a canoa não virar" e a molecada perplexa, mexendo no pau. Jéssica percebeu e não gostou. Os meninos tomando batida de abacaxi iam em cima da mãe, em vez dela. Pra completar a mãe acabou ficando com o Fernando, o cara mais gato do terceiro colegial, os dois bêbados foram vistos pela amiga de Jéssica no almoxarifado dos esportes, entre as bolas de voley e os colchonetes.

E todas as vezes que Jéssica chamava o pessoal pra fazer grupo de estudos em casa, a mãe aproveitava pra dar uma paquerada nos bonitinhos. Se estava com uma roupa mais largada, subia e descia produzida. Na escola já era conhecida como a mãe gostosa da Jéssica.

Finalmente Maitê saiu de cena por um cara mais velho. Arquiteto surfista, fábrica de móveis Bali, escritório na Ilha Bela, se conheceram no Club Med do Rio das Pedras, durante um evento de iatismo. Maitê se servindo de lagosta, não sabia exatamente qual escolher, até que Júlio teve o cuidado de colocar no seu prato as melhores. Não só. Foi até a mesa de Maitê e abriu uma a uma, regando com o molho rosé. Maité molhou. Na mesma noite Júlio foi visto pela camareira entrando no quarto da quarentona com uma garrafa de pró seco.

Dois meses depois Júlio já morava com Maité e Jéssica. Júlio trabalhava muito em casa no lap top administrando exportações e suas ações na Bolsa. Jéssica voltava da escola com as amigas. Todas o achavam gatinho. Cara bem cuidado, sem barriga, peito peludo, calça de algodão. Jéssica não era muito de olhar homem mais velho, mas com um empurrão das amigas, começou a olhar o cara com mais cuidado. E realmente, que macho - dizia o instinto das meninas ainda virgens.

O negócio começou a engrossar. Toda vez que Maité saía, Jéssica vinha conversar com Júlio, imitando a mãe e suas investidas nos seus amigos. Shorts e camisa larga, sem sutiã, fazia questão de deixar Júlio louco, tentando enxergar os peitinhos pêssego. Até que numa das tardes que a mãe foi ao Santa Luzia, rolou. Júlio não aguentou. Jéssica assistia sessão da tarde, o filme "Curtindo a vida adoidado" e ria, ria, e abria as pernas, sem perceber. Júlio passava e via aquela calcinha. Quando Jéssica foi `a cozinha fazer brigadeiro no intervalo do filme, ele avançou no pescoço dela. Mordeu e a segurou pelos braços. Jéssica fez que ia gritar, mas o tesão, o veneno do tesão muito rapidamente percorreu sua espinha dorsal até a região sacral e inundou sua xoxotinha. Respiração ofegante Júlio a pegou nos braços e a levou pra dispensa da casa. Levantou aquela saiota, colocou a calcinha de lado e sugou, sugou o bucetinha da bambina. Jéssica não sabia onde se segurar, derrubou latas de tomate da estante, quebrou um vidro de palmito. Júlio não parava. Cu xoxota, cu, peitinho, língua por toda parte. Até que fez Jéssica gritar e gozar. Ouviram a porta bater, Maitê chegou. Júlio esfrega a boca com sabão no lavabo, arruma o cabelo e recebe a namorada. Jéssica volta ao filme, abre o refri, desce a saia enquanto um líquido quente, gostoso, dela, escorre pela perna...O troco foi dado.