segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A Vontade de Escrever


Passa o tempo e eu não sento pra escrever. Sempre alguma desculpa. Sair, alguém liga, TV, comer, beber, risadas. Nunca a concentração pra produzir algo valioso. Lembro do tempo que me dedicava ao Nervo Exposto. Eram de 8 a 10 horas por dia na frente do Lap escrevendo e lendo. Isso quando não pegava a noite pra revisar, já na cama. Mas lembrando bem, qual era a minha real situação naquela época? Exato, exato...sem mulher, sem trabalho efetivo que me desse rendas. Mas grana nunca liguei muito (ando ligando mais) fato é que não ter biucets me levava a escrever aquele monte. De alguma forma se tem que gozar. Se não era um gozo efetivo, leitoso, tinha que ser pela literatura. Passava o dia naquela punhetinha, frase sobre frase, até achar um veio de grandes palavras que combinadas davam um tchan...gozava. Mas e agora? Agora que a fartura de aliche é grande nos dedos, como resgatar minha fome pela literatura? Daí o blog, na base da fisio, quero voltar a sentir prazer na escrita. Tem mais um problema: quando estou bem, não gosto dos meus textos. Parece que preciso sofrer, na depre total, pra sair algo resoável. Claro, eu baiano caymmi, rede, coqueiros, pé na água não quero mais nada enquanto não me apertam. Se deixar, se não faltar comida da boa, uma rede, uma praia, uma companhia, sou capaz de ficar por ali...

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