
Sentado no café Mambo, en la Avenida Yaxchilán, Cancún, Carlos não sabia mais como esconder seu segredo. De férias com a mulher e os dois filhos na península mexicana, tudo corria dentro dos conformes. Férias de um mês pela empresa, os dois filhos numa boa escola, a mulher mais apaixonada do que nunca. Mas os conflitos de Carlos vinham de onde ninguém poderia ajudá-lo senão ele mesmo, eram questões delicadas e internas.
Sentado ali naquela mesa de óculos escuros, camisa florida, um mar turquesa, Carlos não conseguia mais ouvir o que sua mulher dizia à mesa. Seu olhar estava desfocado nela e focado na mesa mais à frente. Dois Cubanos, isso mesmo, dois, não duas. Carlos pela primeira vez olhou pra sua esposa e se perguntou: O que eu fiz da minha vida? O que que eu fiz, estes dois meninos, essa mulher...O que que eu fiz...Caralho, eu sou viado.
Isso mesmo, carlos...Gay.
Durante a infância ele já tinha se interessado pelos primos na hora do banho, os pipis balançando, mas foi o caseiro da casa de praia, que subia nos coqueiros e descia ralando a bunda, a sunga entrando na bunda, que realmente o levou a crer que seu apreço pela coisa era maior. Pegar naquilo daria calores em Carlos. Ainda assim ele foi capaz de se segurar durante toda a adolescência. Transava com as amigas do colégio e da faculdade sem nenhum problema, inclusive comeu várias, mas verdade seja dita Carlos não suportava o cheiro de buceta. Aquela mistura de peixe com vinagrete o deixa enjoado. Fazia porque seu pai, a família em geral, não aceitariam um Braga viado, não assim, escancarado, na boca do povo. Carlos teve que engolir, namorar, casar e ter filhos, tudo dentro da tradição, sem que ninguém desconfiasse...E hoje aqui, Cancún, México, dois filhos, a mulher querendo uma segunda lua de mel, comprou mil lingeries, e Carlos...Viado.
Os dois cubanos também eram gays. Ou miché. O certo é que viado saca quando outro olha e eles sacaram a de Carlos. Mesmo por trás das lentes do ray-Ban, Carlos se deixou notar pelos dos cubanitos, e cada vez que pedia uma e mais uma marguerita, seus óculos baixavam um pouco, na medida para a troca de olhares...caralho...Carlos Viado.
Pois bem. Aquela noite as crianças foram dormir cedo. Estavam cansados do dia na praia, do sol, e assim que finalizaram o jantar, kani, salada e tacos, a mãe tratou de colocá-los na cama. É dizer que a afobação dela em ver os filhos dormindo tinha um motivo maior do que proporcionar um merecido descanso para a prole. O que a mãe queria, indiscutivelmente, era dar gostoso a noite toda pro marido. Toda. Ela no maior tesão, louca por ele apesar dos sete anos juntos. Ele também, louco de tesão, subindo pelas peredes, pelos cubanos.
Mariana entrou no quarto e viu o marido fumando uma cigarrilha na varanda. Que delícia, apesar da idade, Carlos com aquela camisa branca de linho, peito peludo, pele queimada, homem cheiroso, empapava sua calcinha só de olhar, fraquejava suas pernas, ela babava por aquele cara. Carlos a viu entrar.
Mariana disse que as crianças dormiram como anjos, que eles teriam a noite toda, ela faria uma surpresa. Carlos, sensível que só, procurou da melhor forma demonstrar seu entusiasmo pela mulher, beijou-a, passeio de mão pelos peitos, mas ao fechar os olhos...cubanitos, aqueles cubanos não saiam da cabeça dele.
Mariana saiu do banheiro uma Angelina Jolie. Lábios realçados, calcinha de renda preta que deixava o filete de pêlos aparecerem, o cabelo em coque,um rebolado programado. Carlos pensou: puta que os pariu, fodeu, a Má tá em brasa, como eu vou fazer???
Com a janela do quarto aberta com vista pra península, Carlos podia escutar o som das danceterias e cassinos de Cancún. Enquanto a mulher lambia seu peito ao som de Sade, ele fechava os olhos e imaginava seus cubanitos dançando. Quando Mariana disse que queria chupá-lo, foi a vez dele reagir. Afastou e ficou de pé:
- Má, precisamos conversar...
- Que foi, que aconteceu?
- Eu não to legal...
- Como assim? Que foi, fala logo, alguma coisa de trabalho?
- Não, não, não, tá tudo bem com o trabalho, é coisa minha mesmo.
- Mas, mas..não entendo, tá tudo super ótimo...você não gostou da minha surpresa, da minha roupa?
- Não é isso Má, não tem nada a ver com você, é coisa minha...
- Então fala, deita aqui, eu te faço carinho...
- Má, eu não sei se eu te devo contar, mas não aguento mais guardar esta história...
- Conta, meu amor, tudo que eu puder fazer por vc eu vou fazer, você sabe...
- Má, lembra hoje no restaurante que você perguntou porque eu estava tão calado, olhando pro nada?
- Lembro, achei estranho, até as crianças notaram...
- Lembra que você olhou pra trás achando que eu estava olhando pra alguma outra mulher, mas só viu uns caras e ficou tranquila?
- Lembro...Tinham duas bibas rindo, não achei nada demais...
- Bibas...Má...bibas...Má...
- Desembucha Carlos, deixa de ser paranóico...
-Má, eu gosto de homem..
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH
Josh Johnson Ridicules the Army’s Opening to Older Recruits
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“Look, according to People magazine — and apparently the U.S. military — 42
is the new 35,” Johnson said on Tuesday’s “Daily Show.”
Há 2 horas

1 comentário:
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